sábado, 5 de junho de 2010

A ideia vaga

A resposta do nome do blog, para quem não entende, é um trechinho do que escrevi numa noite dessas.

"A ideia vaga... Vaga ainda."

É tudo o que se há de dizer,
diante de um sol de 30 graus,
diante de tudo o que se há de mais belo,
mais imundo, mais escroto,
diante de tudo o que se forma.

Há sempre um olhar compassivo
sobre o desabrochar das flores,
sobre o vento das plantas,
sobre a lama da sarjeta,
sobre a merda na cabeça ou na latrina
ou sobre o bater de moedas no bolso.

É tudo o que digo.
É tudo o que há de se formar,
por toda a beleza,
por toda a decadência,
por todo dadaísmo,
que não há nada a esconder.

Diante disso,
a ideia é vaga,
mas vaga
ainda,
pelos corredores da memória,
pelas salas de espera,
pelos quartos escuros
de qualquer casa,
de qualquer mansão,
de qualquer favela.

A ideia vaga,
cruzando a madrugada,
a tarde ou a noite,

a ideia vaga
ainda quando estamos
a dormir.

Ela vaga,
mas é vaga.

Não há nada
que não se possa adicionar
a qualquer suposição
ou a qualquer sentença.

A ideia vaga...
Vaga ainda.

eap

2 comentários:

Raul disse...

DJ ROLÃO!

Eliézer Araújo disse...

O primeiro comentário a gente nunca esquece!
D:

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