quarta-feira, 9 de maio de 2012

as mentiras que nos contam

De: A Fita Branca -- Michael Haneke
hoje eu pensei que
se a arte me largar, talvez eu seja alguém,
mas o problema está em que eu não quero
ser ninguém.

"então, fez-se um conflito, um nó,
e eu difuso enfim", espumando, pensei:
e se ser alguém e ninguém
passam a ser as mesmas coisas?

ser ninguém, ainda é alguém,
(o ninguém).
não ser ninguém,
vai-se ao encontro dos alguéns,
os muitos alguéns.

e eu que não quero ser
assim tão igual,
mesmo porquê,
nesse mundo tem tanta gente zé ninguém,
que ser assim é ser alguém,
na essência, ainda todo ninguém é alguém,
é igual.

é como o nada:
o nada, ainda é tudo --
é o tudo com nada,
com nada (naaadas)
que aí é nada.

e o tudo,
é o nada
repleto de tudo
com tudo.

(look: everything
every plus thing
(plus como plus!
passo de mágica)

nothing: no plus thing
e, plus!
no thing is "não coisa"
que ainda é coisa)

contudo,
nenhum é sempre nenhum.
é nem um nem dois.
nenhum. mas pode ser nendois.

nada, nenhum e ninguém: essas grandes mentiras!

eap

2 comentários:

Raquel Rodrigues disse...

"e o tudo,
é o nada
repleto de tudo
com tudo"

E de nada e tudo isso aqui tá cheio.
Pode ser de vazio:
Vazio de nada, vazio de tudo.
Mas ainda assim tá cheio.

E tem o paradoxo todo ainda pra dar conta.

Eliézer Araújo disse...

É nisso que dá fazer 5 cadeiras por semestre!

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