quarta-feira, 13 de junho de 2012

a idade da pedra

eu tenho deslizado pelas ruas, lambido um pouco da água das sarjetas, sentido o calor do sol, amorenado a pele, e fumado a bituca do cigarro que o senhor joga no chão. eu tenho estado preto do sujo das ruas e tenho mendigado um trocado do pão. 

noite dessas eu te encontrei na rua, e me escondi, que teus olhos, essas duas luas, esses dois faróis, ainda me buscam na escuridão de cada beco das esquinas do centro, mas eu tenho que fugir, sabe?, não porque eu goste, mas, sei lá, dá raiva de ouvir tua voz lamuriosa, por isso, quando lembro eu me refaço, escupido da pedra e pronto, te esqueço. 

aí só quero outra e mais outra.

eap

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