sábado, 9 de julho de 2011

A Um Maldito

Maldito mal dito em ditos!

Tu que és pensador das horas,
dos versos incabíveis, invisíveis,
aí é que começas,
para terminar num nó indissolúvel.

De tua má palavra,
agressão verbal com os teus,
com os outros,
cabe um mundo, à palmatória
intercalado em revolta.

Afinal, quem entenderá um maldito?

Mal ditos benditos, maldito!

Grita teu nome,
assine teus zeros,
assassine teus nexos;
abocanhe o sexo -- teu complexo
incompleto de ideias.

E,a,p'

2 comentários:

Raquel Rodrigues disse...

E volto a falar-te de tua generosidade, de teus expurgos proveitosos [deliciosos, por que não?].
Criação assim é algo de mente produtora e produtiva como a tua, que até dos malditos extrai inspiração e para eles lança poesia.

Excelente, rapaz de fino trato, caixa de talentos: Achado!

Eliézer Araújo disse...

Tenho fé que este nosso maldito possa encontrar uma ponta de divindade entre suas grosserias e palavroes. Não desisto dele, acredite!

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