terça-feira, 16 de agosto de 2011

Poema Subterrâneo

Todo asfalto tem cheiro de morte certa,
posta em postes, com medo,
diferencio, calcando os pés no abismo de sonho profundo
do e no qual sou desfeito.

Ah, gravidade!,
teu efeito foi fazer
cair ao chão o pobre homem terreno.

Por terra e embaixo dela
vive um e muitos, --
vermes em olhos
dentes em pedregulhos (metamorfose),
por baixo de toda selva de concreto,
o fosso em que guardam os seus -- homens.

E,a,p'

1 comentários:

Raquel Rodrigues disse...

Já te disse da maestria com que rege as palavras, não?

Que bela construção!

A propósito... As alterações no layout ficaram ótimas: todas elas. ;-)

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